Urbanismo sustentável: uma proposta que cria melhores espaços para o convívio humano

Pensar sobre o urbanismo sustentável pode parecer contraditório, mas é uma realidade bem presente no contexto atual e nos projetos de desenvolvimento das cidades.  Questões que compõem o conceito de Responsabilidade Social e Sustentabilidade surgiram em meados da década de 1970, como uma resposta às reivindicações da sociedade por ações que busquem enfrentar e encontrar soluções para problemas ambientais, sociais, éticos e econômicos. O objetivo é cobrar um posicionamento e a adoção de medidas contra atividades que causam impactos relacionados à manutenção da vida, do meio ambiente, fauna e flora do planeta como um todo.

Desde então, para permanecerem bem posicionados no mercado, manterem um bom relacionamento com seus acionistas e valorizarem suas marcas, tanto empresas quanto órgãos públicos e poderes passaram a definir planos de crescimento sustentável alinhados aos conceitos de desenvolvimento sustentável.

Segundo o relatório do Greenprint Center for Building Performance do Urban Land Institute (ULI), o setor imobiliário terá uma visão cada vez mais focada nas estratégias ambientais, sociais e de governança (ESG). O ULI Sustainability Outlook 2021 também abordou questões do futuro que são específicas para o ESG no setor imobiliário e seu papel crescente no avanço da sustentabilidade em todo o mercado.

O Conselho Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) desenvolveu a plataforma Ação 2020, de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (OSD), da Agenda 2030 da ONU, que traz sete áreas que devem ser prioridade nas empresas que desejam consolidar sua responsabilidade social e as empresas de construção e incorporadoras estão bastante atentas a esse movimento.

 

A ocupação humana nos grandes centros urbanos e o crescimento das cidades

Hoje, há em torno de sete bilhões de pessoas dividindo condomínios, ruas, praças, centros comerciais e outros espaços urbanos nos centros e metrópoles de forma global. São 50% de pessoas vivendo nas cidades e a estimativa é que 80% da população mundial venha a viver nas metrópoles até 2050.

No Brasil, mais de 80% da população brasileira já vive em áreas urbanas, o que equivale aos níveis de urbanização dos países desenvolvidos. As diferentes regiões do nosso país enfrentaram movimentos distintos de crescimento e urbanização, sendo a região sudeste a que apresenta as maiores taxas de urbanização dos últimos 70 anos.

“As tendências atuais da Urbanização no Brasil, embora não sejam alvo de consenso, indicam uma inversão de algumas características anteriormente presentes ou a diminuição da intensidade de outros aspectos. Como reprodução das mudanças econômicas, culturais, sociais e estruturais pelas quais a sociedade brasileira vem passando, as cidades vêm ganhando novas formas e novas composições em seus espaços geográficos.”, afirma Me. Rodolfo Alves Pena.

Segundo projeção do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2050, 60% da população brasileira será adulta (terá em torno de 30 anos), e isso significa que a demanda por moradias aumentará substancialmente.

Se não houver uma mudança na forma de ocupação e exploração das cidades, possivelmente a vida nesses ambientes ficará insustentável e suscetível a crises energéticas, hídricas e de combustíveis fósseis.

O urbanismo sustentável – conceito e aplicação

Apontar para os desafios e caminhos para a sustentabilidade urbana, envolve estar amparado por teorias e conceitos contemporâneos à problemática ambiental, e compreender que a noção de sustentabilidade é evolutiva, conforme as relações científicas e tecnológicas de cada época, assim como o surgimento de novas necessidades e demandas humanas, espaciais e ambientais.

Nesse contexto, a Pós-Doutora em Arquitetura e Urbanismo, Marta Romero, afirma que o urbanismo sustentável é um conceito em constante ajuste e adequação às necessidades humanas, resultante de experimentos, vivências, pesquisas e interações dos fenômenos socioculturais, econômicos, ambientais, tecnológicos.

O objeto urbano contemporâneo é protagonista de um processo de espacialização antrópica que vivencia nas últimas décadas grandes rupturas conceituais, nas quais a sociedade deixa de ser elemento passivo na definição de espaços e lugares.

O grande desafio do urbanismo contemporâneo é sugerir novas configurações e usos dos espaços públicos, melhorando a experiência cotidiana da população. É defender a valorização de espaços de usos mistos e multifuncionais, que tenham usos diversos durante o dia e a noite, promovendo vida ao ambiente urbano.

Absorver o crescimento populacional, provocando o menor impacto ambiental possível, e criar moradias, espaços privados e públicos que permitam e incentivem o convívio humano e as relações interpessoais é o grande desafio do Urbanismo Sustentável. Para Jacobs (2000), a degradação urbana está ligada à imposição social de espaços monofuncionais, ou seja, para reverter esse quadro, as residências e demais espaços de usos coletivo devem estar em áreas comuns, estabelecendo-se a diversidade sobre a monotonia.

“Os espaços públicos adequados melhoram a coesão da comunidade e promovem a saúde, a felicidade e o bem-estar para todos os cidadãos, bem como incentivam o investimento, o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade do meio ambiente.”, afirma Joan Clos, ex-diretor da ONU-Habitat.

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Promover condições de bem-estar às pessoas equilibrando a preservação do meio ambiente

Os ideais do Urbanismo Sustentável surgiram da urgência de minimizar os impactos ambientais causados pela superpopulação e o crescimento desenfreado das cidades. A expressão qualitativa de um lugar se dá através da equidade socioambiental, em que a cultura ambiental está inserida no processo de produção da paisagem urbana, dos espaços públicos, dos equipamentos urbanos, da diversidade morfológica edificada, mobiliário qualitativo, etc.

Para Romero (2004 e 2007), é essencial compreender a relação entre quatro elementos principais que influenciem projetos de desenvolvimento de cidades sustentáveis:

  • Integração das esferas econômico, social e cultural – relativas ao desenvolvimento econômico, a habitação acessível, a segurança, a proteção do meio ambiente e a mobilidade;
  • Inclusão dos segmentos e interesses coletivos para identificar e alcançar valores e objetivos comuns;
  • Previsão e otimização de investimentos como fundamento para a elaboração de objetivos em longo prazo;
  • Qualidade e promoção da diversidade urbana, em que devem ser buscados e privilegiados elementos que contribuam para manter a diversidade, assegurando a qualidade e não apenas a quantidade dos espaços, proporcionando qualidade global da vida urbana.

Referência mundial em Urbanismo Sustentável, o arquiteto e urbanista dinamarquês, Jan Gehl, é entusiasta dos espaços people friendly, ou seja, lugares pensados pelas pessoas e para as pessoas, afirmando que o maior desafio atualmente é tornar cidades habitáveis, saudáveis, seguras e sustentáveis.

Esse novo urbanismo, voltado para as pessoas e para o ambiente, defende e destaca alguns pontos cruciais:

  • Pautar o desenho urbano pela vida pública, propondo que as pessoas caminhem mais, saiam dos espaços privados e passem mais tempo em espaços públicos;
  • Diversificar o uso dos espaços é uma forma de incentivar a ocupação, que, por sua vez, torna esses espaços mais seguros, já que a simples presença das pessoas desencoraja a criminalidade;
  • Criar espaços que permitam experiências multissensoriais. Para isso, é preciso adequar as construções às pessoas, evitando as megaobras que desconsideram a escala humana e desestimulam o contato e a experiência;
  • Valorizar o transporte público e o transporte compartilhado, oferecendo alternativas baratas e eficientes, como aluguel de bicicleta para quem precisa se deslocar dentro desse perímetro e evitando a circulação de automóveis nos centros;
  • Fortalecer a economia e a identidade local, incentivando a criação e o acesso a pequenos comércios, e criando locais próprios para a realização de eventos artísticos e culturais;
  • Cuidado e manutenção de áreas verdes, que ajudam a humanizar as cidades, permitindo a realização de atividades ao ar livre, diminuindo o estresse e contribuindo para o bem-estar da população.

 

Empreendimentos em São Paulo contemplam as boas práticas de urbanismo sustentável

A concepção de edifícios sustentáveis vem ganhando cada vez mais espaço e destaque. A busca por construções que levam em consideração os conceitos mais avançados de conforto ambiental, como acabamos de ver ao longo do artigo, precisa vir acompanhada de ações que sejam efetivamente sustentáveis.

O conceito de sustentabilidade passa pela formulação de estratégias que englobam técnicas, materiais e tecnologias que maximizam a eficiência energética e evidenciam os cuidados com o meio ambiente. Tudo isso contribui inclusive para a obtenção de certificações ambientais, que representam um diferencial competitivo no mercado.

A multiplicidade formal arquitetônica atribui identidade aos espaços, desde que, de forma harmoniosa e natural, pertencente ao seu respectivo tempo e lugar, favorece o contato humano e a melhor mobilidade. O ambiente multifuncional é atrativo às pessoas, que são estimuladas pela diversidade, curiosidade e necessidade de reconhecer o que é novo, e, desse vínculo espacial, nasce o sentimento de pertença e se estimula a expressão cultural do lugar.

As impressões que as pessoas têm sobre a cidade ou um lugar vão além da percepção visual e física, pois a cidade como espaço constituído, ocupado, agregador de histórias e vivências, oferece uma infinidade de sensações ao observador mais capcioso. Os sentimentos, os sabores, as memórias, os odores, as texturas, as cores, as formas, os marcos, as luzes e as sombras, a fauna e flora, os dramas cotidianos individuais e coletivos, a cultura, os fatos e a história, entre outros elementos que compõe a paisagem e a vida urbana, afetam e interagem distintamente com cada pessoa, conforme seus referenciais, vivências ou formação cultural, como também proporciona percepções distintas enquanto coletividade.

Recente pesquisa publicada pela Brain Inteligência Estratégica apontou entre as principais tendências do comportamento dos consumidores frente ao mercado o destaque para a sustentabilidade: 80% dos entrevistados que buscam um empreendimento para morar têm a questão do meio ambiente entre as prioridades. Isso é a sociedade sendo ativa sobre os projetos das cidades.

A estruturação de empreendimentos com instalação de equipamentos inovadores e sustentáveis traz mais comodidade, redução de custos e, principalmente, qualidade de vida aos moradores. Com o aumento da preocupação das pessoas com os impactos ambientais causados pelo comportamento coletivo social, a procura por imóveis que reflitam valores que as pessoas prezam cresceu.

O surgimento de novas tecnologias de construção mais rápidas e limpas, a criação de leis mais rigorosas ambientais, construtivas, de segurança dos trabalhadores de obras e acordos internacionais entre governos para redução de poluentes, foram influenciadores do mercado da construção civil.

Urbanismo sustentável e os empreendimentos da NEWPROPERTIES

Os empreendimentos da NEWPROPERTIES já levam em consideração o conceito de urbanismo sustentável e aplicam diversos critérios técnicos, bem como diretrizes de uma construção limpa. As comodidades que privilegiam a mobilidade urbana, reduzindo a necessidade de grandes deslocamentos ou uso de veículos automotores também são priorizados.

Conheça algumas premissas e técnicas que a NEWPROPERTIES implementa em seus projetos para oferecer aos moradores bem-estar, conforto e qualidade de vida:

1. Critérios técnicos de conforto ambiental, sonoro e luminotécnico;
2. Reuso de água nos empreendimentos;
3. Consumo reduzido de energia e isolamento acústico;
4. Mobilidade urbana com locação de bikes, patinetes e automóveis direto do subsolo;
5. Arquitetura que presa pela integração com a cidade e seu entorno.

A NEWPROPERTIES sempre pensa em como integrar espaços privados com públicos, como preservar e ao mesmo tempo melhorar a paisagem local com a implantação de seus empreendimentos. Com a soma dos nossos esforços em empreendimentos totalmente personalizados para atender a vocação residencial das áreas nobres da cidade, nossos projetos também preveem o reaproveitamento de construções antigas, tombadas ou abandonadas (retrofit), tornando essas regiões melhor aproveitadas e valorizadas.