O que esperar do mercado imobiliário brasileiro para os próximos anos

O mercado imobiliário foi um dos únicos que teve crescimento no ano de 2021, mostrando não só uma recuperação, mas uma boa alta em termos de vendas de imóveis quando em comparação com o ano anterior.

O atual ciclo imobiliário está em ascensão e a superação da pandemia tem injetado novo ânimo na economia, contudo, há pontos de atenção correlacionados aos contextos social e político, bem como o aumento da inflação. O ano de 2023, pós-eleições, promoverá uma oportunidade para a retomada da agenda de crescimento e desenvolvimento do país no pós-pandemia. Existe, sim, otimismo para os próximos anos, mas é preciso avaliar os novos tempos com moderação.

Em 2022, a expectativa positiva para lançamentos de novos empreendimentos é um bom sinalizador e indica que o investidor se mantém confiante no mercado e na melhoria das condições de compra por parte do consumidor. Os dados confirmam a solidez.

No texto de hoje, vamos falar um pouco sobre os movimentos recentes e tendências do mercado imobiliário brasileiro, analisando as oportunidades e desafios do setor.

Um novo índice para a regulação dos contratos de locação

A alta significativa no Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) entre 2021 e 2022, utilizado como indexador para correção dos valores dos contratos de locação, instaurou um desafio nas relações locatícias.

Outro índice utilizado em substituição ao IGP-M é o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, baseado na “inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias”, que também não apresenta relação direta com as variações do mercado imobiliário.

Como tanto o IGP-M quanto o IPCA são índices destinados a outros propósitos, não refletindo as mudanças reais do mercado imobiliário, evidenciou-se um problema: a ausência de um índice que verdadeiramente refletisse as variações dos contratos.

Com a proposta de “preencher uma lacuna nas estatísticas nacionais” no nicho dos contratos de locação, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) criou um índice com base de cálculo que considera especificamente as variações locatícias, o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR).

Trata-se de um índice revolucionário, que promete solucionar o principal ponto de conflito nas relações locatícias e garantir maior previsibilidade na relação contratual. Existe ainda um longo caminho a ser percorrido para que o IVAR seja incorporado pelo mercado imobiliário, mas já é um grande passo que influencia positivamente o mercado.

Saiba mais no artigo completo do advogado da Machado Meyer Advogados especialista em Direito Imobiliário, Bruno Costa.

Investimento imobiliário no Brasil

Segundo estudo da Compare the Market, que analisou os preços médios dos imóveis por metro quadrado e também a renda familiar das populações no mundo, o Brasil é o 5º melhor país para quem deseja comprar um imóvel. Ainda que pensemos em todas as dificuldades enfrentadas, o Brasil está, sim, entre os países que mais dão acesso à aquisição de imóveis no mundo.

Mesmo com o cenário de pandemia, o metro quadrado na cidade de São Paulo, principal metrópole brasileira, ainda é relativamente barato quando comparado com os valores de outros grandes centros internacionais. Além disso, estudos e pesquisas mostram que a capital paulista continua sendo um excelente lugar para os investimentos imobiliários, para compra de imóveis, uso para locação, entre outros.

Saiba os detalhes e apontamentos das pesquisas em conteúdo integral aqui.

Investimento imobiliário em São Paulo

São Paulo é um grande pólo comercial, considerada uma cidade para se fazer bons negócios. E nesse aspecto, o setor imobiliário não fica atrás. São Paulo reúne um grande volume de empresas e pessoas, o que propicia muitas oportunidades de negócios e investimentos imobiliários muito atrativos.

A abundante variedade de opções para investimento em imóveis e o volume de interessados em se estabelecer em São Paulo temporária ou permanentemente gera grande demanda por espaço. O grande interesse por imóveis, por consequência, gera a valorização dos imóveis dentro do espaço urbano e aumenta as taxas de rentabilidade.

Momento propício para a aquisição de imóveis residenciais

O corte de juros no financiamento imobiliário anunciado pela Caixa impulsiona o mercado para aquisição de imóveis residenciais.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), uma política de taxa de juros como a anunciada pela Caixa, abaixo de 9%, se mostra um indutor para quem deseja comprar imóvel. “Aproveitar esse momento é muito oportuno”, afirma Luiz França.

As novas taxas partem de 2,8% ao ano mais a remuneração da poupança (hoje em 6% mais a TR, taxa referencial, que totaliza 6,17%). Nesta condição, a taxa anual máxima vai a 8,97% ao ano, segundo a instituição.

Frente ao cenário, tanto para investidores do mercado imobiliário quanto usuários finais, analisar as oportunidades e planejar a aquisição de imóveis é bastante propício.

Tendências do Mercado Imobiliário

Com o advento da pandemia, as pessoas passaram a prestar mais atenção em sua forma de viver e morar, priorizando questões de bem-estar, conforto, tecnologia e praticidade.

As mudanças de comportamento dos últimos anos têm impactado a maneira como as pessoas interagem com o entorno em que vivem, por estarem mais atentas às alternativas de lazer em suas próprias residências, à tecnologia que permite que se compre tudo online e se receba em casa, bem como a busca por uma mobilidade mais simples, com menos desperdício de tempo no trânsito.

A busca por uma mobilidade prática

Na correria do dia a dia, a agenda comprometida, o desgaste natural dos inúmeros compromissos e os muitos contratempos são entraves no cotidiano. Morar em uma localização privilegiada, com fácil acesso a opções de transporte, serviços e estruturas de comércio, cultura e lazer significa muito em uma megalópole como São Paulo.

Morar perto do trabalho, para quem vive nos grandes centros, também é percebido como oportunidade e valor para as novas gerações, que tem optado por não adquirir automóveis, dando prioridade aos veículos de aluguel, aplicativos de transporte, bicicletas, patinetes, etc.

Essa mudança de comportamento e cultura da população mais jovem se mostra em sinergia com uma característica atual do mercado imobiliário de São Paulo: o aumento do lançamento de imóveis sem vaga de garagem.

 Arquitetura dos empreendimentos

Se tratando de imóveis comerciais, como os escritórios, a tendência deverá ser de salas com um tamanho reduzido, já que o formato de trabalho home office ainda está em crescimento e deve permanecer mesmo pós-pandemia. Muitas empresas dos mais diferentes setores perceberam como a produtividade dos colaboradores pode ser a mesma ou até maior em casa, sem falar nos benefícios da redução dos custos de operação e estrutura gerais que tinham.

Outra tendência que se firma no mercado imobiliário é a chamada “arquitetura de hospitalidade”, que significa que as áreas comuns ganham destaque principal nos projetos desenvolvidos, promovendo interação, comunicação e serviços através do uso da tecnologia. Alguns empreendimentos já contam com essa estrutura de imóveis que contenham varandas e quintais, além de áreas de coworking, espaço fitness, rooftop, lavanderia compartilhada, loja de conveniência, proporcionando espaços multifuncionais que facilitam o dia a dia do morador.

Apartamentos compactos e de uso misto

Apartamentos compactos estão dominando o mercado. É cada vez mais comum encontrarmos empreendimentos cujas unidades contam com apenas 1 ou 2 dormitórios, devido ao crescimento de famílias pequenas, com no máximo 1 filho, casais sem filhos ou solteiros e solteiras com foco no seu crescimento intelectual e profissional. Nos últimos anos, em São Paulo e outros grandes centros, percebe-se mais lançamentos de Studios e Apartamentos de 1 ou 2 dormitórios de até 45m².

Segundo matéria publicada pela Forbes Money, o setor de imóveis pequenos de luxo demonstrou resiliência na pandemia e deve continuar expandindo. Entre os endereços mais visados pelo mercado estão os bairros nobres como Moema, Ibirapuera, Vila Madalena, Jardins, Pinheiros e outros.

A mudança tende a trazer novo perfil para a vizinhança que prioriza a oportunidade de viver mais perto do trabalho e do centro, uma vez que adquirir imóveis maiores em bairros centrais fica inviável para jovens.

Os empreendimentos de uso misto, que combinam estabelecimentos comerciais, lojas e escritórios, com imóveis residenciais, por exemplo, também estão atraindo a atenção de moradores e investidores na capital paulista. O conceito vem sendo revitalizado e já conquistou espaço em várias cidades brasileiras. Por reunir uma variedade de comércios no local, todo o seu planejamento visa ir muito além da praticidade, segurança, comodidade e conforto, preocupando-se, também, em proporcionar mobilidade e qualidade de vida para seus moradores.

Tecnologia e digitalização do mercado imobiliário

A tecnologia já tem resultado em um forte impacto sobre o mercado imobiliário na maneira como o consumidor faz as pesquisas por imóveis e a possibilidade dos potenciais clientes realizarem uma visita guiada no imóvel através de um tour virtual.

O uso de tecnologia para a busca de imóveis para vender ou alugar é irreversível, bem como o uso dos aplicativos que facilitam os processos.

As imobiliárias têm buscado disponibilizar a opção da visita online, de modo ao cliente ter uma visão 360º do imóvel. Os clientes vão poder então fazer toda a visita e ver os detalhes do imóvel, nos mais diversos ângulos, sem que seja preciso deixar a sua casa.

Essa oportunidade também beneficia e facilita o processo de negociações digitais entre o potencial comprador ou locatário e o proprietário ou a imobiliária.

Design dos imóveis e empreendimentos

Confira algumas tendências para ficar antenado e até mesmo poder incorporar em seus ambientes:

  • Formas orgânicas que simulam formas da natureza, tanto em nichos quanto em móveis. É uma tendência para trazer aconchego e criar ambientes acolhedores;
  • Sofás com tons neutros como creme, off-white e gelo;
  • Textura, muita textura em paredes, peças de decoração e acabamentos. Os materiais que mais se destacam são a madeira, formas caneladas, plissadas, palha, pedras, materiais orgânicos;
  • Luminárias esculturais para dar um toque de criatividade e elegância!
  • Divisórias como forma de setorizar ambientes em imóveis menores sem vedá-los. A escolha dos materiais é imprescindível para trazer modernidade e valorizar os espaços.

 

Frente a uma série de questionamentos sobre as alterações nos modos de vida urbanos, trazemos essa reflexão sobre a necessidade de se pensar e planejar a construção para que as pessoas vivam melhor, com mais qualidade e bem-estar.

Não se pode entender a dinâmica das cidades a partir de uma análise isolada dos seus usos ou das suas relações, mas sim de uma leitura global em que se evidenciam infraestrutura, moradia, cultura, transporte, economia, meio ambiente, lazer e trabalho.

Os projetos da NEWPROPERTIES são pensados de ponta a ponta, com planejamento e desenvolvimento do melhor empreendimento imobiliário para cada terreno, considerando-se a localização, a realidade do mercado, o perfil do morador e a perenidade do bem viver das pessoas nos espaços urbanos.